dimanche 8 janvier 2012

Lançamento: O Homem que Mudou o Jogo (Moneyball/Bennett Miller/2011)


Se tem uma temática que o cinema ianque visita com freqüência e sem preocupações é a esportiva, que vez ou outra brinda o espectador com bons filmes como o sensível Ânsia de Viver de 1992, que contava a historia do ícone Baby Ruth, um lendário rebatedor e um dos primeiros bad-boys do esporte, ou em filmes mais antenados com esse dia a dia como Um Domingo Qualquer de Oliver Stone. Até o diretor Clint Eastwood usou uma situação esportiva como pano de fundo para o seu  Invictus. Esse tipo de representação cinematográfica mais do que interessam as produções e ao público americano, tanto que surgem quase como um subgênero dentro do seu cinema. No meio de tantas produções que exaltam o heroísmo dentro do esporte, eis que surge O Homem que Mudou o Jogo, dirigido por Bennett Miller (que em 2005 realizou o excelente Capote), uma obra que vem para desmistificar um esporte tão representativo para o seu povo.

Baseado em uma histórica verídica, Miller conduz o roteiro com bastante domínio e propriedade, que foca em Billy Beane (Brad Pitt), um gerente de um time pequeno de baseball que atormentado por ter perdido seus principais jogadores para os grandes e ainda pressionado pelo orçamento apertado do seu modesto clube tenta arrumar uma solução para uma recolocação com qualidade se apoiando nas idéias de Peter Brand (Jonah Hill), um jovem economista recém saído da faculdade, que acredita que possa montar uma equipe vencedora usando apenas um programa de computador que cruza as principais estatísticas de cada jogador, mesmo que na vida real os mesmos sejam desacreditados ou em final de carreira. A partir daí, acompanhamos uma intensa trama de bastidores, que rende cenas bem tensas, como uma das melhores em que acompanhamos um troca-troca de jogadores de maneira emocionante e vibrante. Aliás, Miller merece todos os créditos por conceber um filme que deixa de lado o lugar comum das tradicionais seqüências de jogos edificantes, que são mostradas poucas vezes, até porque Billy (que também é um ex-jogador frustrado) não consegue assistir as partidas, porque acha que é azarado.

Esse panorama pode sugerir um filme complexo, chato ou mesmo frio, mas O Homem que Mudou o Jogo passa longe disso. Na verdade é uma realização sobre paixão e amor, no caso de Billy pelo jogo, mesmo que para isso ele se proponha de uma maneira até certo ponto burra ou teimosa, querendo assim enfrentar em uma bravata solitária um sistema centenário que na sua maioria das vezes parece prejudicar os próprios jogadores em prol do seu status quo, assim como ele acha que foi em inicio de carreira como profissional por uma sugestão errada de um olheiro. O longa ainda tem o brilhante e prolixo ator inglês Philip Seymour Hoffman como o técnico do time de Billy, que o antagoniza em boa parte da trama, mas o maior destaque é a improvável parceira entre Pitt e o figuraça Jonah Hill (aparecendo aqui bem sério como um geek apaixonado pelos números) que impulsiona a trama com atuações críveis que trazem a credibilidade necessária para que a história ganhe força. Um bom filme que deve ser visto, mesmo por quem detesta esporte.



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